MOTOCICLISMO: António Lopes vai correr em Torres Vedras
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Campeonato Nacional de Enduro
11 de Março - Torres Vedras
António Lopes, uma das figuras históricas do Enduro Nacional, vai regressar às competições.
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Estrela vira planeta de diamante, diz estudo
Posted on 8/26/2011 by UNITED PHOTO PRESS
A 4 mil anos-luz de distância, um curioso fenômenos deu origem ao que os
cientistas acreditam ser um planeta de diamante.
Na constelação de Serpens, uma estrela de grande massa teria perdido parte de
seus gases, se transformando em um planeta com grande parte da superfície
composta pela pedra.
A descoberta, publicada hoje na Science,
foi liderada pelo professor Matthew Bailes, da Universidade Tecnológica
Swinburne em Melbourne, na Austrália. Ele e uma equipe internacional de
cientistas utilizaram os radio-telescópios do Instituto Max-Planck, da
Alemanha, para realizar uma busca em todo o céu.
Entre os mais de 200 mil gigabytes de dados obtidos, os pesquisadores
conseguiram detectar a frequência de um pequeno pulsar, batizado de J1719-1438.
Os pulsares são pequenas estrelas que giram muito rápido e emitem frequências de
rádio.
No caso, o achado possuía 1,4 vezes a massa do Sol em apenas 20 km de
diâmetro, e girava mais de dez mil vezes por minuto. Ao medir a frequência de
chegada dos pulsos emitidos pelo J1719-1438, os astrônomos notaram que eles eram
sistematicamente modulados, indicando que havia uma força gravitacional atuando
sobre ele - ou seja, havia um companheiro ao seu lado.
Cerca de 70% dos pulsares pequenos e rápidos como esse possuem uma estrela
companheira – formando um sistema binário, no qual um orbita o outro. Os
astrônomos acreditam que é a estrela companheira quem transforma um velho pulsar
em um pulsar rápido ao transferir matéria a ele e fazê-lo girar. O resultado é
que o pequeno corpo ganha velocidade e massa e a companheira fica encolhida –
virando uma estrela do tipo “anã-branca”.
Mas pelas frequências de rádio obtidas no caso da J1719-1438, ficou claro que
a companheira era mais parecida com um pequeno planeta companheiro do que com
uma estrela: ele possui menos de 60 mil km de diâmetro (cinco vezes o da Terra,
porém ainda considerado pequeno para os padrões espaciais), porém possui mais
massa do que Júpiter.
A modulação nos pulsos deu ainda outras informações importantes sobre este
planeta: ele orbita o pulsar em apenas 2h10, e a distância entre os dois é de
menos de 600 mil km.
Pela densidade do planeta, a equipe acredita que se trata, na verdade, de uma
estrela que perdeu 99,9% da sua massa original – uma parte dela para o pulsar. O
material restante é provavelmente carbono e oxigênio, uma vez que elementos como
hélio e hidrogênio não resultariam nas medições observadas.
A densidade também mostra que o planeta é, provavelmente, cristalino – o que
significa que uma grande parte do corpo pode ser bastante parecida com um
diamante.
